From: "Renata F. Martins" <renata@aultimaarcadenoe.com>
To: <Ranchodosgnomos@aol.com>
Subject: =?iso-8859-1?Q?animais_x_crian=E7as?=
Date: Sun, 4 Sep 2005 23:10:02 -0300
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PET TERAPIA

Contato com animais ajuda a socializar e a reabilitar pacientes; em =
Bras=EDlia, m=E9todo =E9 ensinado em cursos de extens=E3o

Bichos ajudam a tratar crian=E7as doentes=20
CL=C1UDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL=20

Ao tocar na cadela Isadora, Sergio, 6, sorri. Fazia um m=EAs que a =
equipe m=E9dica n=E3o via essa rea=E7=E3o no garoto. Portador de uma =
atrofia espinhal progressiva, ele vive h=E1 quatro anos em um leito de =
UTI, com respirador artificial. Ao se despedir do animal, ele pede: =
"Fica comigo. A enfermeira toma conta de n=F3s dois".
Na cama ao lado, Lucas, 6, que tem distrofia muscular grave, abre as =
m=E3os com dificuldade para acariciar o coelho Caramelo. Depois, se =
impressiona com a dureza do casco e a frieza do pesco=E7o da tartaruga =
Dona Telha, 18 anos rec=E9m-completados.
As cenas, pouco usuais em hospitais brasileiros, se repetem todos os =
meses na pediatria da Santa Casa de S=E3o Paulo e integram um programa =
chamado "Petsmile", em que as crian=E7as internadas recebem em seus =
leitos a visita de cachorros, gatos, coelhos, tartarugas, chinchilas e =
hamsters.
"Para algumas dessas crian=E7as a visita dos animais =E9 o =FAnico =
contato com a natureza. =C9 impressionante a melhora do humor e do =
=E2nimo delas. Depois, elas passam mais uma semana falando dos bichos e =
perguntado quando ser=E1 a pr=F3xima visita", diz a m=E9dica Maria =
L=FAcia Passarelli, diretora da pediatria da Santa Casa.
A exemplo da Santa Casa paulistana, v=E1rios servi=E7os de sa=FAde no =
pa=EDs j=E1 utilizam animais na socializa=E7=E3o, no tratamento e na =
reabilita=E7=E3o de pacientes com doen=E7as agudas ou cr=F4nicas -=E9 a =
chamada pet terapia.
No Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universit=E1rio de Bras=EDlia =
(HUB), por exemplo, c=E3es-terapeutas ajudam no tratamento de pacientes =
com a doen=E7a de Alzheimer. Ao brincar com eles e acarici=E1-los, os =
idosos treinam a mem=F3ria recente, a mais afetada pela doen=E7a, al=E9m =
de apresentar melhoras no humor e ter est=EDmulo ao contato f=EDsico.

Curr=EDculo
Na cl=EDnica Qualli Vida, em S=E3o Paulo, c=E3es participam de sess=F5es =
individuais de fisioterapia para pessoas com dist=FArbios =
neurol=F3gicos, como paralisa cerebral. Cec=EDlia Branco, especialista =
em pet terapia, conta que =E9 tra=E7ado um programa de tratamento com o =
c=E3o, que =E9 adaptado =E0s necessidades de cada paciente.
Ao caminhar com o animal, aliment=E1-lo ou arremessar a bolinha para ele =
buscar, os doentes treinam equil=EDbrio, for=E7a e resist=EAncia =
muscular, por exemplo. "=C9 l=FAdico e, ao mesmo tempo, eles treinam a =
parte motora", diz Cec=EDlia, criadora da ra=E7a golden retriever e que =
tamb=E9m treina os c=E3es para se tornarem pet terapeutas.
No Brasil, a =FAnica forma de terapia com animais prescrita por =
m=E9dicos =E9 a equoterapia, na qual cavalos s=E3o utilizados no =
aux=EDlio ao tratamento de problemas como autismo e s=EDndrome de Down.

Curso
Mas j=E1 h=E1 um movimento de m=E9dicos e terapeutas para mudar esse =
quadro, baseado em v=E1rios estudos norte-americanos e europeus que =
mostram os benef=EDcios da pet terapia no atendimento a pacientes com os =
mais diversos tipos de enfermidades.
Na UnB (Universidade de Bras=EDlia), a pet terapia j=E1 virou tema de =
curso de extens=E3o. Os alunos recebem no=E7=F5es das doen=E7as =
transmitidas dos animais para o homem, al=E9m de estudarem aquelas que =
podem ser tratadas com a terapia alternativa.
Segundo a professora Maria Darci Colares, que coordena o curso, a pet =
terapia n=E3o pretende substituir nenhum tipo de tratamento =
convencional. "=C9 um trabalho paralelo", diz.
Para a m=E9dica veterin=E1ria Hannelore Fuchs, com a vacina=E7=E3o e =
check-up em dia e treinamento correto, os animais podem ser uma =F3tima =
alternativa no tratamento de v=E1rias doen=E7as. =C9 fundamental que o =
animal seja d=F3cil.


Animais ganham f=E3s entre os funcion=E1rios=20

DA REPORTAGEM LOCAL=20

Quarta-feira, 14h, Santa Casa de S=E3o Paulo. Do interior de vans saem =
gaiolas com c=E3es, coelho, tartaruga e chinchila, que, no colo dos =
donos, v=E3o invadindo os corredores da ala pedi=E1trica.
Atr=E1s deles, enfermeiras, auxiliares e m=E9dicos seguem o cortejo. =
V=E1rios tiram fotos com celulares. O mais requisitado =E9 o c=E3o =
su=ED=E7o Bernard, da ra=E7a bernese, uma esp=E9cie de Brad Pitt de =
patas.
"Lindo, lindo. Deixa eu tirar uma foto com ele", diz uma auxiliar de =
enfermagem. "Depois, a prioridade agora s=E3o crian=E7as", responde a =
dona, Patr=EDcia Izoldi.
A primeira parada =E9 na UTI pedi=E1trica, onde tr=EAs crian=E7as, com =
s=EDndromes gen=E9ticas graves, est=E3o ligadas a respiradores =
artificiais. S=E9rgio, internado h=E1 quatro anos, movimenta as m=E3os =
com muita dificuldade para acariciar a tartaruga Dona Telha. Comenta que =
o pesco=E7o do animal =E9 frio.
Tamb=E9m h=E1 quatro anos na UTI, o amigo de quarto Lucas, m=E3os =
suspensas em raz=E3o da flacidez muscular que atinge todo o corpo, =
prefere a maciez do chinchila Fidel e do coelho Caramelo.
A menina Rafaela, 4, =E9 a novata da UTI. Est=E1 l=E1 h=E1 quatro meses =
depois que uma miopatia desconhecida paralisou o seu corpo. Com um olhar =
triste e distante, evitou tocar nos animais.
A festa foi maior nas enfermarias, onde o chinchila foi o campe=E3o no =
quesito maciez. "Gostei dele porque =E9 fofinho", disse Isabel, 9, que =
pretende ganhar um dos pais quando chegar em casa.
Jianini, 6, se encantou com a Dona Telha. "Sempre quis conhecer uma =
tartaruga porque meu pai chama minha m=E3e de tartaruga", disse a =
garota, internada por desidrata=E7=E3o. (CC)


PEQUENOS EM TRANSE=20

Atividade l=FAdica diminui trauma da crian=E7a at=E9 ao tirar sangue=20

Brincar relaxa, confirma pesquisa=20

DA REPORTAGEM LOCAL=20

O ato de brincar antes de procedimentos invasivos, como tirar sangue, =
pode reduzir o estresse das crian=E7as internadas ou que passam por =
ambulat=F3rios. =C9 o que indica uma pesquisa do Hospital Infantil =
C=E2ndido Fontoura, da Secretaria da Sa=FAde.
Na pr=E1tica, os profissionais sabem que a resposta =E9 afirmativa, mas =
as pesquisas s=E3o necess=E1rias para embasar investimentos p=FAblicos =
nessa =E1rea. Neste m=EAs, entra em vigor uma lei federal determinando =
que todas as unidades de sa=FAde que atendem crian=E7as tenham =
brinquedotecas.
Realizado no primeiro semestre deste ano, o estudo avaliou 150 =
crian=E7as de quatro a 14 anos de idade que faziam tratamento na =
unidade. Metade do grupo teve acesso =E0 brinquedoteca antes de tirar =
sangue -a outra, n=E3o.
Como o procedimento invasivo com agulha normalmente =E9 considerado =
fator de tens=E3o, os pesquisadores queriam avaliar se o fato de brincar =
antes da picada ajudaria as crian=E7as a ficar menos estressadas.
Foram medidos os n=EDveis de cortisol s=E9rico, subst=E2ncia do sangue =
que indica o estresse. Os resultados mostraram que o n=EDvel m=E9dio de =
cortisol no grupo de crian=E7as que teve acesso =E0 brinquedoteca foi =
menor do que o do grupo que n=E3o brincou.
Segundo a terapeuta ocupacional Clarisse Potasz, coordenadora da =
pesquisa, o estudo tamb=E9m demonstrou que os brinquedos podem reduzir o =
estresse infantil causado por doen=E7as respirat=F3rias do sono. Do =
grupo avaliado, 35% apresentam algum dist=FArbio quando dormem, como =
apn=E9ia -na literatura internacional, o =EDndice =E9 de 5% a 7%.
Crian=E7as com dist=FArbios respirat=F3rios que brincaram tiveram =
n=EDvel m=E9dio de cortisol de 9,81 ug/dl (micrograma/decilitro), =
enquanto a m=E9dia do grupo que n=E3o brincou foi de 12,37 ug/dl.
A partir de agora, a equipe vai avaliar o efeito dos brinquedos nas =
crian=E7as internadas. No C=E2ndido Fontoura, at=E9 os pequenos que =
passam pela =E1rea de isolamento do hospital, em raz=E3o de doen=E7as =
infecto-contagiosas, n=E3o ficam sem brincar.
Nesses casos, s=E3o usados brinquedos descart=E1veis. Os demais, passam =
por um processo di=E1rio de desinfec=E7=E3o para evitar a =
contamina=E7=E3o cruzada.
Os brinquedos tamb=E9m s=E3o usados em atividades de fisioterapia. Andar =
de bicicleta, por exemplo, vira treino para os membros inferiores e =
tamb=E9m =E9 um exerc=EDcio indicado =E0s crian=E7as com problemas =
pulmonares.
Outra atividade que encanta as crian=E7as, segundo Potasz, =E9 o tour =
pelo hospital. Elas s=E3o levadas para conhecer a cozinha, a lavanderia =
e as outras depend=EAncias da institui=E7=E3o. (CC)


Fonte: Folha de S=E3o Paulo, Caderno Cotidiano, 04.07.05

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espinhal progressiva, ele vive h=E1 quatro anos em um leito de UTI, com =
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artificial. Ao se despedir do animal, ele pede: "Fica comigo. A =
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conta de n=F3s dois".<BR>Na cama ao lado, Lucas, 6, que tem distrofia =
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grave, abre as m=E3os com dificuldade para acariciar o coelho Caramelo. =
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impressiona com a dureza do casco e a frieza do pesco=E7o da tartaruga =
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se repetem todos os meses na pediatria da Santa Casa de S=E3o Paulo e =
integram um=20
programa chamado "Petsmile", em que as crian=E7as internadas recebem em =
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leitos a visita de cachorros, gatos, coelhos, tartarugas, chinchilas e=20
hamsters.<BR>"Para algumas dessas crian=E7as a visita dos animais =E9 o =
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contato com a natureza. =C9 impressionante a melhora do humor e do =
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Depois, elas passam mais uma semana falando dos bichos e perguntado =
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Santa Casa.<BR>A exemplo da Santa Casa paulistana, v=E1rios servi=E7os =
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reabilita=E7=E3o de=20
pacientes com doen=E7as agudas ou cr=F4nicas -=E9 a chamada pet =
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de Medicina do Idoso do Hospital Universit=E1rio de Bras=EDlia (HUB), =
por exemplo,=20
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Alzheimer. Ao=20
brincar com eles e acarici=E1-los, os idosos treinam a mem=F3ria =
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afetada pela doen=E7a, al=E9m de apresentar melhoras no humor e ter =
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contato f=EDsico.<BR><BR><B>Curr=EDculo</B><BR>Na cl=EDnica Qualli Vida, =
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c=E3es participam de sess=F5es individuais de fisioterapia para pessoas =
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dist=FArbios neurol=F3gicos, como paralisa cerebral. Cec=EDlia Branco, =
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pet terapia, conta que =E9 tra=E7ado um programa de tratamento com o =
c=E3o, que =E9=20
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equil=EDbrio, for=E7a e resist=EAncia muscular, por exemplo. "=C9 =
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terapeutas.<BR>No=20
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estudos norte-americanos e europeus que mostram os benef=EDcios da pet =
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atendimento a pacientes com os mais diversos tipos de =
enfermidades.<BR>Na UnB=20
(Universidade de Bras=EDlia), a pet terapia j=E1 virou tema de curso de =
extens=E3o. Os=20
alunos recebem no=E7=F5es das doen=E7as transmitidas dos animais para o =
homem, al=E9m de=20
estudarem aquelas que podem ser tratadas com a terapia =
alternativa.<BR>Segundo a=20
professora Maria Darci Colares, que coordena o curso, a pet terapia =
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substituir nenhum tipo de tratamento convencional. "=C9 um trabalho =
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diz.<BR>Para a m=E9dica veterin=E1ria Hannelore Fuchs, com a =
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seguem o cortejo.=20
V=E1rios tiram fotos com celulares. O mais requisitado =E9 o c=E3o =
su=ED=E7o Bernard, da=20
ra=E7a bernese, uma esp=E9cie de Brad Pitt de patas.<BR>"Lindo, lindo. =
Deixa eu=20
tirar uma foto com ele", diz uma auxiliar de enfermagem. "Depois, a =
prioridade=20
agora s=E3o crian=E7as", responde a dona, Patr=EDcia Izoldi.<BR>A =
primeira parada =E9 na=20
UTI pedi=E1trica, onde tr=EAs crian=E7as, com s=EDndromes gen=E9ticas =
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ligadas a respiradores artificiais. S=E9rgio, internado h=E1 quatro =
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Comenta que=20
o pesco=E7o do animal =E9 frio.<BR>Tamb=E9m h=E1 quatro anos na UTI, o =
amigo de quarto=20
Lucas, m=E3os suspensas em raz=E3o da flacidez muscular que atinge todo =
o corpo,=20
prefere a maciez do chinchila Fidel e do coelho Caramelo.<BR>A menina =
Rafaela,=20
4, =E9 a novata da UTI. Est=E1 l=E1 h=E1 quatro meses depois que uma =
miopatia=20
desconhecida paralisou o seu corpo. Com um olhar triste e distante, =
evitou tocar=20
nos animais.<BR>A festa foi maior nas enfermarias, onde o chinchila foi =
o=20
campe=E3o no quesito maciez. "Gostei dele porque =E9 fofinho", disse =
Isabel, 9, que=20
pretende ganhar um dos pais quando chegar em casa.<BR>Jianini, 6, se =
encantou=20
com a Dona Telha. "Sempre quis conhecer uma tartaruga porque meu pai =
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</B></FONT><BR><BR></STRONG>O ato=20
de brincar antes de procedimentos invasivos, como tirar sangue, pode =
reduzir o=20
estresse das crian=E7as internadas ou que passam por ambulat=F3rios. =C9 =
o que indica=20
uma pesquisa do Hospital Infantil C=E2ndido Fontoura, da Secretaria da=20
Sa=FAde.<BR>Na pr=E1tica, os profissionais sabem que a resposta =E9 =
afirmativa, mas as=20
pesquisas s=E3o necess=E1rias para embasar investimentos p=FAblicos =
nessa =E1rea. Neste=20
m=EAs, entra em vigor uma lei federal determinando que todas as unidades =
de sa=FAde=20
que atendem crian=E7as tenham brinquedotecas.<BR>Realizado no primeiro =
semestre=20
deste ano, o estudo avaliou 150 crian=E7as de quatro a 14 anos de idade =
que faziam=20
tratamento na unidade. Metade do grupo teve acesso =E0 brinquedoteca =
antes de=20
tirar sangue -a outra, n=E3o.<BR>Como o procedimento invasivo com agulha =

normalmente =E9 considerado fator de tens=E3o, os pesquisadores queriam =
avaliar se o=20
fato de brincar antes da picada ajudaria as crian=E7as a ficar menos=20
estressadas.<BR>Foram medidos os n=EDveis de cortisol s=E9rico, =
subst=E2ncia do sangue=20
que indica o estresse. Os resultados mostraram que o n=EDvel m=E9dio de =
cortisol no=20
grupo de crian=E7as que teve acesso =E0 brinquedoteca foi menor do que o =
do grupo=20
que n=E3o brincou.<BR>Segundo a terapeuta ocupacional Clarisse Potasz,=20
coordenadora da pesquisa, o estudo tamb=E9m demonstrou que os brinquedos =
podem=20
reduzir o estresse infantil causado por doen=E7as respirat=F3rias do =
sono. Do grupo=20
avaliado, 35% apresentam algum dist=FArbio quando dormem, como apn=E9ia =
-na=20
literatura internacional, o =EDndice =E9 de 5% a 7%.<BR>Crian=E7as com =
dist=FArbios=20
respirat=F3rios que brincaram tiveram n=EDvel m=E9dio de cortisol de =
9,81 ug/dl=20
(micrograma/decilitro), enquanto a m=E9dia do grupo que n=E3o brincou =
foi de 12,37=20
ug/dl.<BR>A partir de agora, a equipe vai avaliar o efeito dos =
brinquedos nas=20
crian=E7as internadas. No C=E2ndido Fontoura, at=E9 os pequenos que =
passam pela =E1rea=20
de isolamento do hospital, em raz=E3o de doen=E7as infecto-contagiosas, =
n=E3o ficam=20
sem brincar.<BR>Nesses casos, s=E3o usados brinquedos descart=E1veis. Os =
demais,=20
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contamina=E7=E3o=20
cruzada.<BR>Os brinquedos tamb=E9m s=E3o usados em atividades de =
fisioterapia. Andar=20
de bicicleta, por exemplo, vira treino para os membros inferiores e =
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