Fernanda G. Galluzzi, 10 anos:
Viagem a Porto de Galinhas (PE) e o Projeto Hipocampus
Eu, Fernanda, fui de férias em julho de 2008 para Porto de Galinhas (PE). Lá
conheci os cavalos-marinhos, que são peixes ósseos, como as sardinhas e os
bagres. Em todos os oceanos, existem 32 espécies de cavalos-marinhos, todas
pertencentes ao gênero Hippocampus (família Syngnathidae).
Infelizmente, quase todas estão listadas na categoria "Vulnerável" da Lista
Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN (União Internacional para a
Conservação da Natureza), inclusive as duas espécies ocorrentes no Brasil:
Hippocampus erectus e Hippocampus reidi.
Em Porto de Galinhas, também tomei conhecimento do Projeto Hippocampus. Desde a
sua fundação informal, em 1995, em Porto Alegre (RS), o LABAQUAC (Laboratório de
Aqüicultura Marinha) dedica-se aos estudos da biologia de cavalos-marinhos em
laboratório.
Em 2001, a convite da Prefeitura Municipal do Ipojuca (PMI), o Projeto
Hippocampus transferiu-se para o estado de Pernambuco. Pela necessidade de
formalização da pessoa jurídica, o laboratório foi então registrado em
Pernambuco, no ano de 2001.
O LABAQUAC foi reestruturado pela PMI e, através de um convênio, foi reinstalado
dentro das dependências da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária-IPA, na
praia de Porto de Galinhas. A partir desta data, além dos estudos de laboratório
(sistemática, distribuição, biologia, histologia, parasitologia e genética),
desenvolveram-se também os estudos de dinâmica populacional em ambientes
naturais e iniciaram-se as atividades em educação ambiental.
Além disso, o Projeto Hippocampus luta para a criação de uma Unidade de
Conservação no estuário do rio Maracaípe, onde já foram liberados mais de 35 mil
cavalos-marinhos recém-nascidos em laboratório, desde o inicio dos trabalhos.
O Programa em Educação Ambiental atua junto aos alunos das escolas públicas e
particulares. O conhecimento sobre o Projeto Hippocampus e a problemática em
relação aos cavalos-marinhos também são levados onde as escolas não alcançam:
aos pescadores, jangadeiros e à comunidade nativa em geral.
Através de uma parceria, os jangadeiros de Maracaípe atuam como vigilantes
ambientais do Projeto Hippocampus.
Os jangadeiros de Maracaípe reúnem-se periodicamente e realizam um mutirão de
limpeza no manguezal (que sofre com toda a sorte de lixo), pois já estão
conscientes que da boa preservação do manguezal, depende o seu sustento.
Através de uma outra parceria, com a Pastoral da Criança de Ipojuca, o Projeto
Hippocampus auxilia na pesagem mensal de 70 crianças de 0 a 6 anos, atuando
voluntariamente e fornecendo o lanche do “dia do peso” para estas crianças.
O projeto espera, com isso, participar da educação geral das crianças, bem como
tentar esclarecer aos seus pais e familiares sobre o que significaria acabar com
os cavalos-marinhos dos manguezais da região e como os pescadores seriam
prejudicados se o cavalo-marinho se extinguisse.
Parabéns a mais esse projeto.
Todos juntos trabalhando por um planeta melhor!