Página Inicial Cotia-SP, 30 de Julho de 2010



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Fernanda G. Galluzzi, 10 anos:


Viagem a Porto de Galinhas (PE) e o Projeto Hipocampus


Eu, Fernanda, fui de férias em julho de 2008 para Porto de Galinhas (PE). Lá conheci os cavalos-marinhos, que são peixes ósseos, como as sardinhas e os bagres. Em todos os oceanos, existem 32 espécies de cavalos-marinhos, todas pertencentes ao gênero Hippocampus (família Syngnathidae).

Infelizmente, quase todas estão listadas na categoria "Vulnerável" da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), inclusive as duas espécies ocorrentes no Brasil: Hippocampus erectus e Hippocampus reidi.

Em Porto de Galinhas, também tomei conhecimento do Projeto Hippocampus. Desde a sua fundação informal, em 1995, em Porto Alegre (RS), o LABAQUAC (Laboratório de Aqüicultura Marinha) dedica-se aos estudos da biologia de cavalos-marinhos em laboratório.

Em 2001, a convite da Prefeitura Municipal do Ipojuca (PMI), o Projeto Hippocampus transferiu-se para o estado de Pernambuco. Pela necessidade de formalização da pessoa jurídica, o laboratório foi então registrado em Pernambuco, no ano de 2001.

O LABAQUAC foi reestruturado pela PMI e, através de um convênio, foi reinstalado dentro das dependências da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária-IPA, na praia de Porto de Galinhas. A partir desta data, além dos estudos de laboratório (sistemática, distribuição, biologia, histologia, parasitologia e genética), desenvolveram-se também os estudos de dinâmica populacional em ambientes naturais e iniciaram-se as atividades em educação ambiental.

Além disso, o Projeto Hippocampus luta para a criação de uma Unidade de Conservação no estuário do rio Maracaípe, onde já foram liberados mais de 35 mil cavalos-marinhos recém-nascidos em laboratório, desde o inicio dos trabalhos.

O Programa em Educação Ambiental atua junto aos alunos das escolas públicas e particulares. O conhecimento sobre o Projeto Hippocampus e a problemática em relação aos cavalos-marinhos também são levados onde as escolas não alcançam: aos pescadores, jangadeiros e à comunidade nativa em geral.

Através de uma parceria, os jangadeiros de Maracaípe atuam como vigilantes ambientais do Projeto Hippocampus.

Os jangadeiros de Maracaípe reúnem-se periodicamente e realizam um mutirão de limpeza no manguezal (que sofre com toda a sorte de lixo), pois já estão conscientes que da boa preservação do manguezal, depende o seu sustento.

Através de uma outra parceria, com a Pastoral da Criança de Ipojuca, o Projeto Hippocampus auxilia na pesagem mensal de 70 crianças de 0 a 6 anos, atuando voluntariamente e fornecendo o lanche do “dia do peso” para estas crianças.

O projeto espera, com isso, participar da educação geral das crianças, bem como tentar esclarecer aos seus pais e familiares sobre o que significaria acabar com os cavalos-marinhos dos manguezais da região e como os pescadores seriam prejudicados se o cavalo-marinho se extinguisse.

Parabéns a mais esse projeto.

Todos juntos trabalhando por um planeta melhor!