Página Inicial Cotia-SP, 30 de Julho de 2010



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por Wilton César Reis , 16 anos:
 

Conhecendo, votando e elegendo!

Nas eleições de antigamente, só podiam votar pessoas ricas, da alta sociedade, enquanto os negros e trabalhadores de baixa renda não podiam nem sonhar em votar. Eles desejavam ter e dar aos seus filhos um futuro melhor, mas viam que se essa desigualdade continuasse seria praticamente impossível, pois os candidatos escolhidos pela burguesia só iriam beneficiar a própria classe burguesa e eles nunca seriam lembrados nas decisões políticas.

O tempo foi passando, e muitas pessoas que não concordavam com esse método absurdo de se fazer política correram atrás para acabar com aquela triste realidade. E assim fizeram, depois de muitas derrotas e decepções conseguiram inverter esta situação para uma política mais aberta e justa.

Hoje em dia, já alcançamos essa vitória e até mesmo jovens de 16 anos em nosso pais já podem escolher seus representantes. Mas, infelizmente, não é isso o que acontece na prática, pois os jovens estão pouco interessados no assunto e acham isso uma perda de tempo. Não notam que assim, com esta atitude, é que eles realmente estão perdendo tempo: o tempo de sua juventude, que tem total disponibilidade de reivindicar seus direitos e não reivindica.

A população joga toda a culpa dos problemas de sua cidade e país sobre seus representantes, sem perceber que a culpa é toda nossa ao elegermos candidatos pouco capacitados e ao deixarmos o governo deles "ao Deus dará". Ou seja, erramos novamente quando não fiscalizamos, pois o papel do candidato eleito não é ficar vagando pela prefeitura ou viajando com o dinheiro público, e sim trabalhando pela nossa cidade, nosso pais, criando políticas públicas para melhorar a vida de todos nós e o meio ambiente. E é aí que entra o dever dos cidadãos conscientes de cobrar as promessas feitas antes das eleições, que são muitas (a maioria delas sem nenhum fundamento prático de viabilidade).

As pessoas que não encontraram nenhum candidato para entregar seus votos não deveriam se dar por vencidas, pois votar nulo ou em branco é uma das piores ignorâncias que podemos cometer. Afinal, jogar nossos votos valiosos (nosso direito) no lixo ou entregar para o candidato que está ganhando mesmo sem o conhecer não é a melhor solução que podemos buscar para nós e para aqueles que levam a política a sério.

Se continuarmos pensando assim, nossa esperança de mudança não durará muito tempo e a conseqüência ocasionada pela ausência de esperança trará muitas coisas ruins, que poderiam ser evitadas sem tantos transtornos.

E, mais do que nunca, é necessária a conscientização dos políticos e de seus funcionários, que geralmente não têm nenhuma preocupação ambiental, já que usam métodos nada corretos para a sua auto-divulgação, como os “panfletinhos” com sua foto e número, que quase sempre vão parar nas ruas, na mata e raramente no lixo, acarretando novos problemas ambientais e sociais. Além dessa agressão ao meio ambiente, também é importante lembrar o desrespeito que demonstram ao queimarem fogos e usarem carros de som em uma altura insuportável, passando por santuários ecológicos e hospitais, incomodando animais e pessoas doentes, trabalhadores que no dia seguinte irão trabalhar e até aqueles que já estavam tentando trabalhar, pois com o barulho gerado fica praticamente impossível falar ao telefone, dar consulta, ou mesmo conversar com uma pessoa que está ao seu redor.






A ganância pelo poder e por querer mandar e presidir, sem se importar com nada e ninguém, só irá acabar quando soubermos escolher e cobrar os nossos direitos.

Se você ainda não tem idade para votar, vá se preparando e se conscientizando para que, quando chegar a vez de dar o seu voto, você esteja preparado para fazer a diferença.

Se você já tem esse direito, faça a coisa certa: vote conscientemente, não aceite subornos, pois somente assim você poderá exigir mudanças e melhorias.



Wilton concentrado escrevendo o boletim