por Wilton César Reis , 16 anos:
Conhecendo, votando e elegendo!
Nas eleições de antigamente, só podiam votar pessoas ricas, da alta sociedade,
enquanto os negros e trabalhadores de baixa renda não podiam nem sonhar em
votar. Eles desejavam ter e dar aos seus filhos um futuro melhor, mas viam que
se essa desigualdade continuasse seria praticamente impossível, pois os
candidatos escolhidos pela burguesia só iriam beneficiar a própria classe
burguesa e eles nunca seriam lembrados nas decisões políticas.
O tempo foi passando, e muitas pessoas que não concordavam com esse método
absurdo de se fazer política correram atrás para acabar com aquela triste
realidade. E assim fizeram, depois de muitas derrotas e decepções conseguiram
inverter esta situação para uma política mais aberta e justa.
Hoje em dia, já alcançamos essa vitória e até mesmo jovens de 16 anos em nosso
pais já podem escolher seus representantes. Mas, infelizmente, não é isso o que
acontece na prática, pois os jovens estão pouco interessados no assunto e acham
isso uma perda de tempo. Não notam que assim, com esta atitude, é que eles
realmente estão perdendo tempo: o tempo de sua juventude, que tem total
disponibilidade de reivindicar seus direitos e não reivindica.
A população joga toda a culpa dos problemas de sua cidade e país sobre seus
representantes, sem perceber que a culpa é toda nossa ao elegermos candidatos
pouco capacitados e ao deixarmos o governo deles "ao Deus dará". Ou seja,
erramos novamente quando não fiscalizamos, pois o papel do candidato eleito não
é ficar vagando pela prefeitura ou viajando com o dinheiro público, e sim
trabalhando pela nossa cidade, nosso pais, criando políticas públicas para
melhorar a vida de todos nós e o meio ambiente. E é aí que entra o dever dos
cidadãos conscientes de cobrar as promessas feitas antes das eleições, que são
muitas (a maioria delas sem nenhum fundamento prático de viabilidade).
As pessoas que não encontraram nenhum candidato para entregar seus votos não
deveriam se dar por vencidas, pois votar nulo ou em branco é uma das piores
ignorâncias que podemos cometer. Afinal, jogar nossos votos valiosos (nosso
direito) no lixo ou entregar para o candidato que está ganhando mesmo sem o
conhecer não é a melhor solução que podemos buscar para nós e para aqueles que
levam a política a sério.
Se continuarmos pensando assim, nossa esperança de mudança não durará muito
tempo e a conseqüência ocasionada pela ausência de esperança trará muitas coisas
ruins, que poderiam ser evitadas sem tantos transtornos.
E, mais do que nunca, é necessária a conscientização dos políticos e de seus
funcionários, que geralmente não têm nenhuma preocupação ambiental, já que usam
métodos nada corretos para a sua auto-divulgação, como os “panfletinhos” com sua
foto e número, que quase sempre vão parar nas ruas, na mata e raramente no lixo,
acarretando novos problemas ambientais e sociais. Além dessa agressão ao meio
ambiente, também é importante lembrar o desrespeito que demonstram ao queimarem
fogos e usarem carros de som em uma altura insuportável, passando por santuários
ecológicos e hospitais, incomodando animais e pessoas doentes, trabalhadores que
no dia seguinte irão trabalhar e até aqueles que já estavam tentando trabalhar,
pois com o barulho gerado fica praticamente impossível falar ao telefone, dar
consulta, ou mesmo conversar com uma pessoa que está ao seu redor.



A ganância pelo poder e por querer mandar e presidir, sem se importar com nada e
ninguém, só irá acabar quando soubermos escolher e cobrar os nossos direitos.
Se você ainda não tem idade para votar, vá se preparando e se conscientizando
para que, quando chegar a vez de dar o seu voto, você esteja preparado para
fazer a diferença.
Se você já tem esse direito, faça a coisa certa: vote conscientemente, não
aceite subornos, pois somente assim você poderá exigir mudanças e melhorias.

Wilton concentrado escrevendo o boletim